Mostrando resultados 1 até 3 de 3

Tópico: 44 Imagens Incríveis de Microscópios Eletrônicos de Varredura [Telegraph]

  1. #1
    Radeon 7500 Avatar de San Andreas
    Data de Registro
    Aug 2004
    Posts
    52
    Thumbs Up
    Received: 5
    Given: 0

    0 Not allowed!

    Arrow 44 Imagens Incríveis de Microscópios Eletrônicos de Varredura [Telegraph]

    O tubo de Raios Catódicos, que permitiu o desenvolvimento da Televisão, também permitiu o desenvolvimento do microscópio eletrônico.

    O primeiro microscópio eletrônico de transmissão foi desenvolvido pelo físico Ernst Ruska e pelo engenheiro eletrônico Max Knoll 1933.

    Na década de 60 o engenheiro eletrônico britânico Charles Oatley desenvolveu o primeiro microscópio eletrônico de varredura, que permite imagens em 3D.



    Inventado no século XIX, o tubo de raios catódicos (usado em TVs, monitores, microscópios eletrônicos, etc), foi alvo de pesquisas de muitos cientistas da época.

    Em 1838 o físico britânico Michael Faraday fez passar uma corrente elétrica em um tubo com ar rarefeito e observou um arco de luz. Em 1857 o físico alemão Heinrich Geissler reduziu a pressão para 0.001 atm, aplicou uma tensão de 100 KV entre o catodo e o anodo e observou uma luz em todo o tubo. A luz era criada pela colisão dos elétrons nos átomos de oxigênio e nitrogênio. O físico britânico William Crookes reduziu a pressão para 0.000001 atm e a luz começou a diminuir até que ela aparecia no fim do tubo, no anodo. Com poucos átomos de oxigênio e nitrogênio, os elétrons conseguiam chegar até o anodo. Em 1869 o físico alemão Johann Hittorf percebeu que partículas eram emitidas em linha reta do catodo em direção ao anodo. Em 1876 o físico alemão Eugen Goldstein nomeou de raios catódicos.

    Havia um debate muito grande acerca da natureza dos raios catódicos. Alguns cientistas achavam que eram átomos, outros que eram radiação eletromagnética. Com experimentos, mostrava-se que os raios catódicos formavam sombras no anodo se bloqueados com algum objeto e atravessavam finas placas metálicas, como o ouro (experimento de Ernest Rutherford).

    Em 1897 o físico britânico J. J. Thomson fez uma das maiores descobertas cientificas do século XIX: concluiu que os raios catódicos eram partículas diferentes de átomos, que depois passariam a seriam chamadas de elétrons. Thomson aplicou um campo magnético que desviou os raios catódicos, provando que tinham carga negativa e não eram ondas eletromagnéticas.

    Os tubos de Crookes usavam a ionização do gás (catodo frio) para produzir os raios catódicos. Um método mais eficiente, o catodo quente (emissão termiônica) pesquisado pelos físicos alemães Johann Wilhelm Hittorf e Eugen Goldstein e por Thomas Edison. Em 1897 o físico alemão Ferdinand Braun construiu o primeiro tubo de raios catódicos usando fósforo na tela com catodo frio. Em 1922 os físicos americanos John B. Johnson e Harry Weiner Weinhart construiram o primeiro tubo de raios catódicos com catodo quente, usado até hoje em TVs, monitores e microscópios eletrônicos.

    Em 1909 o físico americano Robert Millikan mediu a carga elétrica do elétron com precisão. Em 1914, o físico neozelandês Ernest Rutherford, os físicos alemães James Franck e Gustav Hertz e o físico britânico Henry Moseley determinaram que o átomo eram composto de um núcleo de partículas com cargas positivas (próton) cercado por elétrons. Em 1916, o químico americano Gilbert Newton Lewis explicou a ligação covalente como sendo o compartilhamento de elétrons por átomos. Em 1919, o químico americano Irving Langmuir demonstrou que os elétrons orbitavam o núcleo em camadas quase esféricas e concêntricas, igualmente espaçadas. Em 1932 o físico britânico James Chadwick descobriu o nêutron.

    O físico alemão Ernst Abbe demonstrou que a resolução de um microscópio ótico é limitada pelo comprimento de onda da luz. Físicos da empresa Carl Zeiss desenvolveram um microscópio ótico que usava luz ultra-violeta (com lentes de cristal de quartzo) e tinha o dobro da resolução de um microscópio de luz visível. Em 1927 o físico francês Louis de Broglie teorizou a natureza ondulatória das partículas. Um microscópio que usasse feixe de elétrons (emitido por um tubo de raios catódicos) em vez de luz teria uma resolução muito maior, pois um feixe de elétrons tem um comprimento de onda muito menor que a luz.

    Em 1927 os físicos americanos Clinton Davisson e Lester Germer do Bell Labs provaram a natureza ondulatória das partículas (como os elétrons) ao observarem os espalhamento de elétrons em sólidos cristalinos. O feixe de elétrons sofria difração, de forma semelhante ao espalhamento de Raios-X em cristais, conhecido como difração de Raios-X, que foi estudado pelo físico britânico William Henry Bragg.

    Em 1933, o físico alemão Ernst Ruska e o engenheiro eletrônico alemão Max Knoll desenvolveram o primeiro microscópio eletrônico de transmissão [Transmission Electron Microscope (TEM)], usado para observar amostras em cortes ultra-finos e que tinha ampliação de algumas centenas de vezes. Pouco tempo depois foi desenvolvido o primeiro microscópio eletrônico de transmissão com maior resolução que um microscópio ótico.

    Na década de 60 o engenheiro eletrônico britânico Charles Oatley desenvolveu o primeiro microscópio eletrônico de varredura [Scanning Electron Microscope (SEM)], usado para observar superfícies de amostras e que permite imagens em 3D.

    Na década de 70 o físico britânico Albert Crewe da universidade de Chicago desenvolveu o microscópio eletrônico de transmissão de varredura [Scanning Transmission Electron Microscope (STEM)], aumentando ainda mais a resolução dos microscópios eletrônicos.

    Em 1981, físicos da IBM de Zurich, Suíça, desenvolveram o microscópio eletrônico de tunelamento, que com ampliações de até 50 milhões de vezes permite ver e manipular átomos.

    Os microscópios eletrônicos evoluíram muito ao longo de décadas, incorporando os avanços da física, da eletrônica e da computação.


    • Os microscópios óticos usam lentes de vidro para focalizar a luz.

    • Os microscópios eletrônicos usam “lentes magnéticas” (bobinas que criam campos magnéticos) para focalizar o feixe de elétrons.


    No microscópio eletrônico a ampliação é conseguida variando-se a corrente elétrica das bobinas.

    Devido ao fenômeno ótico da difração, os microscópios óticos tem uma resolução mínima de 200 nm (nanômetros) ou 0,2 µm, 500 vezes melhor que o olho humano, que é de 0.1 mm.

    O comprimento de onda do feixe de elétrons é milhares de vezes menor do que o comprimento de onda da luz e portanto os microscópios eletrônicos tem resolução muito menor. Os microscópios eletrônicos de transmissão modernos tem resolução de 0.1 nm (nanômetros), 2 mil vezes menor que os microscópios óticos.

    Um microscópio ótico tem capacidade de ampliação de menos de 2 mil vezes. Um microscópio de eletrônico de varredura tem capacidade de ampliação de 500 mil vezes. Um microscópio eletrônico de transmissão tem capacidade de ampliação de mais de 1 milhão de vezes.

    Microscópios eletrônicos são equipamentos muito complexos, caros e tem elevado custo operacional. Necessitam de fontes muitíssimo estáveis de alta tensão (dezenas/centenas de milhares de volts). São muito sensíveis a vibrações mecânicas e a interferência de campos magnéticos externos.

    No microscópio eletrônico de varredura moderno, o feixe de elétrons varre a amostra e sensores captam os elétrons retroespalhados, elétrons secundários e os raio X emitidos para construir a imagem o mais próximo possível da realidade.

    Não é possível observar material vivo no microscópio eletrônico, pois as amostras devem ser fatiadas, desidratadas, impregnadas em resinas, revestidas de metais pesados (ouro, cádmio, chumbo, platina, prata, tungstênio, etc) e observadas no vácuo, para que as moléculas dos gases da atmosfera não interfiram no feixe de elétrons.


    Os microscópios eletrônicos são usados na:

    • geologia, química, física, engenharia de materiais, engenharia química e engenharia mecânica (estudo de rochas, minerais, ligas metálicas, materiais sintéticos, corrosão, fadiga, etc)
    • engenharia eletrônica (circuitos integrados e semicondutores)
    • biologia, medicina e na industria farmacêutica



    http://en.wikipedia.org/wiki/Electron_microscope

    http://en.wikipedia.org/wiki/Transmi...ron_microscope

    http://en.wikipedia.org/wiki/Scannin...ron_microscopy

    http://en.wikipedia.org/wiki/Scannin...ron_microscope

    http://en.wikipedia.org/wiki/Cathode_ray

    http://en.wikipedia.org/wiki/Cathode_ray_tube

    http://en.wikipedia.org/wiki/Electron

    http://ernst.ruska.de/daten_e/librar...e/lecture.html




    Knoll e Ruska (1967)



    Knoll e Ruska (1944)



    Esquema muito simplificado de um Microscópio Eletrônico de Transmissão




    Esquema muito simplificado de um Microscópio Eletrônico de Varredura





    Microscópio Eletrônico de Transmissão --- 1936 (ampliação de 12 mil vezes)





    Microscópio Eletrônico de Transmissão --- 1973 (Siemens)







    Um microscópio ótico tem como limite físico resolução de 200 nm (nanômetros) e ampliação máxima de menos de 2 mil vezes

    Por não usar luz visível, imagens coloridas de um microscópio eletrônico são na verdade coloridas artificialmente




    Moderno Microscópio Eletrônico de Varredura - Resolução de 1.5 nm (nanômetro) e ampliação máxima de 500 mil vezes







    Moderno Microscópio Eletrônico de Transmissão - Resolução de 0.1 nm (nanômetros) e ampliação máxima de 1.5 milhões de vezes


  2. #2
    Radeon 7500 Avatar de San Andreas
    Data de Registro
    Aug 2004
    Posts
    52
    Thumbs Up
    Received: 5
    Given: 0

    0 Not allowed!

    Re: 44 Imagens Incríveis de Microscópios Eletrônicos de Varredura [Telegraph]

    24 imagens de microscópios eletrônicos de varredura - legenda em português

    http://www.cogumelolouco.com/as-mais...io-eletronico/



    20 imagens de insetos de microscópios eletrônicos de varredura - legenda em português

    http://colunistas.ig.com.br/obutecod...os-de-insetos/





    Link original das fotos - legenda em inglês

    http://www.telegraph.co.uk/science/p...ody-parts.html

    http://www.telegraph.co.uk/science/p...d-spiders.html





    As fotos do primeiro link foram retiradas do livro Microcosmos








    Formiga operária segurando um microchip.



    Superfície de um chip de silício EPROM (Erasable Programmable Memory Read-Only).



    Estes são pelos dos cílios crescendo a partir da superfície da pele humana.



    Estes são ganchos e laços de nylon de velcro.



    A trama de uma meia de nylon.



    Cabelos e espuma de barbear entre duas lâminas de barbear.



    Papel para cigarros. Os cristais (azuis) são os aditivos que impedem a queima do cigarro aceso pela produção de oxigênio.



    A superfície corroída de um prego de metal enferrujado.



    A cabeça de um mosquito.



    Com pequenos dentes caninos, as larvas de mosca são utilizadas na medicina para limpar feridas. Elas são esterilizadas e colocadas na ferida, onde se alimentam de tecido morto, deixando os tecidos saudáveis. Sua saliva contém substâncias anti-bacterianas que mantém a esterilidade da área.



    Esta é uma “pulga de gato”, cientificamente chamada de Ctenocephalides felis. Obviamente, ela é encontrada nos pelos de gatos.



    Se você não sabe, esta é a mosca doméstica. Sua cabeça é formada por um par de grandes olhos compostos de cerca de 4 mil facetas. Os pelos na cabeça e no corpo agem como órgãos táteis.



    A foto acima mostra um ácaro de poeira. Milhões deles habitam sua casa, alimentando-se de células de pele. Eles vivem principalmente em móveis e são geralmente inofensivos. No entanto, seus excrementos podem causar reações alérgicas em pessoas sensíveis.



    Este é o Acarus siro, uma espécie com pelos longos que se estendem pelo seu corpo e possui grandes patas dianteiras. Esta espécie é uma praga comum em celeiros, lagares e cozinhas, sobretudo sobre grãos e cereais.



    Imagem frontal de uma mosca.

  3. #3
    Radeon 7500 Avatar de San Andreas
    Data de Registro
    Aug 2004
    Posts
    52
    Thumbs Up
    Received: 5
    Given: 0

    0 Not allowed!

    Re: 44 Imagens Incríveis de Microscópios Eletrônicos de Varredura [Telegraph]


    Ácaro entre "escamas" de pele humana


    Piolho agarrado em um fio de cabelo humano. Uma lendia pode ser vista na foto


    Formiga modendo uma folha de grama


    Cabeça de um verme


    Lacraia sobre uma folha


    Vespa européia


    Uma "aranha pernuda"


    Dois insetos que vivem na superficie de lagos


    Etzão azul sinistro


    Marimbondo peniano


    Mosca


    Mosca da fruta


    Mosca depositando seus ovos


    Mosquito da febre amarela


    Outra espécie de mosca


    "Mosca verde" em uma folha


    Mais uma espécie de mosca


    Denovo


    Espécie de bezouro


    Mais outra espécie de mosca.

Facebook Comments

Bookmarks

Regras para Postar

  • Você não pode criar novos tópicos
  • Você não pode responder a tópicos
  • Você não pode postar anexos
  • Você não pode editar suas postagens
  •  
Single Sign On provided by vBSSO